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Mulheres que transformam o mundo

Costumo dizer que o Feminismo vai além do que o senso comum diz, não é um livro cheio de regras bem pontuadas, é discussão e conversa. É uma vertente sobre equidade de gêneros e aceitação de escolhas que vem há séculos sendo difundida e debatida. Esse movimento vai além do simples ato de pensar, se transforma em empatia ao agir e ser.

Apesar da etimologia da palavra e ao contrário do que muitos pensam, o Feminismo não é o oposto do Machismo, e sim um conjunto de ideais que beneficiam ambos os sexos, reconhecendo os direitos e comportamentos de cada um e equiparando-os.

A frase popular “ninguém é melhor que ninguém”, define basicamente o conceito de toda essa corrente de pensamento e facilita o entendimento de algo que parece tão complicado. Por outro lado, a carga histórica requer um aprofundamento maior no assunto e por isso, escolhi algumas percussoras desse movimento para ilustrar, na prática, como simples atos podem se tornar revolucionários e mudar o mundo.

A filósofa parisiense causou polêmica devido a publicação de seu livro “O Segundo Sexo”, que foi considerado uma obra estruturante do Movimento Feminista logo no ano de 1949. Considerada uma das filósofas mais influentes do Ocidente, suas ideias tratavam de questões ligadas à independência feminina e ao papel da mulher na sociedade.

Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.

Em 2014, com 17 anos, Malala ganhou o prêmio Nobel da Paz ao defender o direito da educação plena, principalmente nos países islâmicos. O estopim foi quando a paquistanesa, com apenas 11 anos, deu voz – em anonimato – ao ativismo pela educação das meninas num blog. Porém, com o tempo sua identidade foi sendo revelada e ela sofreu com diversas ameaças e chegou a ser baleada na cabeça.

Deus me deu uma nova vida, uma segunda vida. E eu vou aproveitá-la. Vou servir aos outros. Quero que todas as meninas, todas as crianças, recebam educação.

Canonizada em 1920, pela mesma Igreja que a condenou no passado, Joana D’arc foi queimada viva em público. Militante e guerreira, assumiu a frente da batalha que libertou Orléans da Inglaterra e com sua história, honra até hoje as mulheres.

Gabrielle, ou Coco, Chanel é um dos maiores ícones de moda do mundo e também foi essencial para o papel da mulher na sociedade. Nos libertou dos trajes típicos femininos da década de 20 e ousou ao apostar no preto, cor atípica para as mulheres da época. Percursora do boyish style e do pretinho básico, elevou o “menos é mais” à elegância.

Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe.

A ativista Betty Friedan era formada em Psicologia e com isso, pode ajudar muitas mulheres, que assim como ela, se sentiam insatisfeitas com a vida que levavam – principalmente as donas de casa. Mais tarde, lançou o polêmico livro ‘The Feminine Mystique’, onde contava toda impotência ao, ser quase obrigada, a depender intelectual, econômica e emocionalmente do marido.

Os homens não são o inimigo, mas os companheiros vítimas. O verdadeiro inimigo é denegrir das mulheres de si mesmos.

Audrey Hepburn pode ser só a linda Bonequinha de Luxo para alguns, porém, sua beleza extrapola os limites do físico e invade sua alma. A atriz viu de perto e sofreu com a Segunda Guerra Mundial. E após o estouro como atriz e dos diversos grandes prêmios que recebeu, dedicou-se à UNICEF e tornou-se embaixadora da Instituição. Chegou ao fim da vida não só como um ícone de moda e beleza, mas também como uma mulher digna e inspiradora.

Eu acredito que as mulheres felizes são as mais bonitas.

Com apenas 13 anos e em meio ao Holocausto e ao machismo extremo, Anne escreveu um diário contando sobre seus dias de sobrevivência até morrer no campo de concentração.

Madonna sempre polemizou com seus álbuns que falavam abertamente sobre sexo. O início da quebra de tabus foi em 1984, quando, em sua apresentação de Like a Virgin no MTV Music Awards, simulou sexo livremente. A cantora lançou álbuns considerados feministas e discursou bastante sobre o empoderamento. Um dos discursos mais comentados foi ao receber o prêmio de Mulher do Ano, no ano passado.

Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena.

Frida Kahlo é um dos rostos mais conhecidos quando tratamos de feminismo atualmente, e muitos não imaginam o porquê. Porém, ao olhar seus retratos percebemos uma quebra de padrão estético com os pêlos faciais no buço e monocelha e o seu traje mexicano, que traduz a indepêndencia da mulher. Além de vários outros feitos, se destacou pelo talento artístico e chocou ao se mostrar bissexual na época em que viveu.

Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?

À todas que se inspiram na história e nos feitos dessas mulheres e seguem revolucionando o mundo, um Feliz dia da Mulher!

  • Imagens retiradas da internet!

Marianna Monnerat

Uma pisciana de 19 anos. Inspirada pela arte, moda, música e pelo mundo afora. Deixando registrado todo seu amor por novidades e inovações aqui no blog!

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